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Enfermeiras:

Conheca um pouco a història das Enfermeiras Pàra-quedistas Portuguesas




Operações Pára- quedistas
 


Operaçao Zeta

Enfermeiras Pára-quedistas

 

"O meu maior prazer é o de felicitar as enfermeiras Pára-quedistas, que festejaram o 25º aniversário do primeiro curso, e falar-lhes um pouco de como tudo começou e do que elas fizeram.
Em 1955, o contacto pessoal com as enfermeiras Pára-quedistas da Cruz Vermelha Francesa, despertou-me o sonho de formar em Portugal um corpo semelhante, que pudesse ser útil, tanto na Metrópole como no Ultramar.
Em 1956, obtive o brevet 1º grau de pára-quedismo civil no Centro Nacional de Pára-quedismo Biscarrosse, em França. Em 1957, obtive o brevet 2º grau de pára-quedismo civil no mesmo Centro. Em 16 de Janeiro de 1957, realizei o primeiro salto em Tancos.
Em Maio de 1958, a convite dos Aeroclubes de Angola e Moçambique, realizei ali saltos de divulgação do Pára-quedismo, no sentido de atrair o interesse das jovens que quisessem também integrar um corpo de pára-quedistas. Apesar do entusiasmo destas, a realidade é que no Ultramar não existiam escolas de enfermagem, nem foi possível criá-las.


Em 1959, obtive o "Certificat d'Instructeur em Sol de Parachutismé" no mesmo Centro.
Entretanto, eu frequentava em Lisboa a Escola de Enfermagem das Franciscanas Missionárias de Maria, tendo como directora a madre Imaúz, Senhora de grande cultura e com um espírito muito aberto, tanto que até foi capaz de me compreender e apoiar .


Em 1961, já eu tinha casado e vivia na cidade do Cabo, por despacho do então Secretário de Estado da Aeronáutica, Coronel Kaúlza de Arriaga, criou-se o 1º Curso de enfermeiras Pára-quedistas. Eram todas colegas da minha escola, algumas da minha aula, à excepção de uma que era da escola de Enfermagem das Irmãs de S. Vicente de Paulo, onde aliás ela própria me tinha convidado em tempos para fazer uma conferência acerca do que eram as enfermeiras pára-quedistas.
A 6 de Junho de 1961, o corpo de enfermeiras pára-quedistas iniciava em Tancos a instrução técnica e física para o pára-quedismo e uma forte preparação militar e conhecimentos de ordem geral, para poderem ser integradas na respectiva hierarquia. A 8 de Agosto do mesmo ano, concluía-se o 1º curso de enfermeiras pára-quedistas.


As "seis Marias", como Ihes chamaram então, receberam em Tancos a Bóina Verde e o Brevet de Pára-quedismo, sendo graduadas na patente de Alferes.
Em 15 anos realizaram-se 9 cursos, constituídos por um total de 46 enfermeiras.
Pelas suas funções, assistiram feridos nos locais de combate, tendo estado debaixo de fogo com muita frequência. Efectuaram centenas de evacuações aéreas entre as ex-Províncias Ultramarinas e a Metrópole, dentro do próprio território africano para os hospitais e também de Goa e de Timor , acompanhando os feridos de guerra, doentes, familiares e crianças. Trabalharam no Hospital Militar Principal, Hospital da Força Aérea na ilha Terceira, Açores, e, quando este foi extinto, no Hospital da Força Aérea em Lisboa, nos Hospitais de Luanda, Lourenço Marques, Nampula, Guiné e nos postos médicos das tropas pára-quedistas, das Bases Aéreas, nas respectivas Províncias e na Metrópole. A sua acção era prestada aos três Ramos das Forças Armadas, bem como aos civis.


A minha sentida homenagem às duas enfermeiras que faleceram: a enfermeira Celeste, que morreu de acidente na Guiné, ao ser atingida pelo hélice de um DO 27, quando se preparava para embarcar a fim de fazer uma evacuação; e a enfermeira Nazaré, do 1º curso, que morreu de doença em Lisboa em Maio de 1984. Com ferimentos graves, conta-se apenas a enfermeira Cristina, 2º curso, que foi alvejada por um tiro na cabeça quando fazia uma evacuação de feridos, no regresso de Mueda.


Por tudo o que atrás foi dito, o meu sonho não só se tornou realidade como foi largamente ultrapassado. Estas Senhoras, por quem tenho um respeito e uma admiração sem limites, demonstraram o mais alto espírito de missão, de bravura e de abnegação, tendo tido um comportamento exemplar, nunca tendo havido uma só queixa contra elas.
Como condecorações, têm o Grau de Cavaleiro da Ordem de Benemerência, atribuída apenas às enfermeiras do 1º curso, quando da evacuação da Índia Portuguesa.
Repetidas vezes elas têm afirmado publicamente que não fizeram mais do que cumprir o seu dever. Com a simplicidade e a modéstia das heroínas, marcaram para sempre um lugar que nunca se apagará na memória dos que socorreram ou a quem salvaram a vida, e da Pátria que tanto honraram."

  ISABEL RILVAS
A primeira mulher portuguesa a saltar em Pára-quedas.

Artigo publicado na revista Mais Alto nº 248, de Jul/Ago de 1987.
 
Mandamentos do Pára-quedista


I - O Pára-quedista é um soldado de elite. Procura o combate e treina-se para suportar toda a dureza. Para ele, a luta é a plena manifestação de si próprio.

II - O Pára-quedista cultiva a verdadeira camaradagem. Só com a ajuda dos seus Camaradas consegue vencer; e é junto deles, e por eles, que morre.

III - O Pára-quedista sabe o que diz e não fala demasiado. As mulheres falam, mas os homens actuam. A indiscrição causa, normalmente, a morte.

IV - O Pára-quedista é calmo,prudente, forte e resoluto. O seu valor e entusiasmo dão-lhe o espírito ofensivo que o arrastará no combate.

V - O Pára-quedista sabe que as munições constituem o que de mais precioso tem frente ao inimigo.Os que atiram inutilmente, só para se tranquilizarem, nada valem; são fracos e não merecem o nome de Pára-quedistas.

VI - Pára-quedista não se rende.Vencer ou morrer constitui, para ele,ponto de honra.

VII - O Pára-quedista sabe que só triunfará quando as suas armas estiverem em bom estado. Por isso,obedece ao lema: "Primeiro, cuidar das armas, só depois, dele próprio':

VIII -  O Pára-quedista conhece a missão e a finalidade de todas as suas operações. se o seu comandante for morto, poderá, ele sozinho, cumprir a sua missão.

IX - O Pára-quedista combate o inimigo com Lealdade nobreza. Mas não tem piedade dos que,não ousando lutar do mesmo modo,se dissimulam no anonimato.

X - O Pára-quedista tem os olhos bem abertos e sabe utilizar ao máximo todos os recursos. Ágil como uma gazela, duro como aço,quando necessário, embora não o sendo, é capaz de agir como pirata, pele vermelha ou terrorista. Nada há que lhe seja impossível.


Hino do Pára-quedista

Paraquedista

Que andas em terra,

A tua alma encerra

Saudades do ar

 

E na conquista

Beijam-te as moças

Só p`ra que nao ouças

teu peito a vibrar

 

A morte é franca

Já te foi apresentada

ela de ti nao quer nada

Tem amor aos arrojados

 

A asa Branca

Quando a trazes desdobrada

é como a saia rodada

da moça dos teus pecados.

 

E quando em guerra

Mergulhares, fendendo o espaço,

Hás-de dar um grande abraço

Aos anjos que andam no céu

 

E quando em terra

Enfrentares audaz o perigo,

Gritarás ao inimigo:

- Alto aí ! Aqui estou eu


 
    
 
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